Resposta direta
A empresa deve emitir CAT até o primeiro dia útil seguinte ao acidente. Em caso de morte, a comunicação deve ser imediata. Se a empresa não emitir, trabalhador, dependentes, sindicato, médico ou autoridade pública podem registrar.
Neste artigo
- 01O que é CAT
- 02Quando emitir CAT
- 03Tipos de CAT: inicial, reabertura e óbito
- 04Qual o prazo para emitir CAT
- 05Passo a passo depois de um acidente de trabalho
- 06Quem pode emitir CAT se a empresa não emitir
- 07CAT, INSS e eSocial: por que o RH precisa alinhar tudo
- 08Documentos que a empresa deve organizar após o acidente
- 09CAT e estabilidade acidentária
- 10Quando a CAT vira discussão trabalhista
- 11Como reduzir passivo depois de um acidente
- 12Erros que aumentam o risco para a empresa
- 13Como a SERMST apoia empresas após acidente
O que é CAT
CAT significa Comunicação de Acidente de Trabalho. É o documento usado para informar oficialmente ao INSS a ocorrência de acidente de trabalho ou doença relacionada ao trabalho.
A CAT não é confissão automática de culpa da empresa. Ela é comunicação obrigatória. O que define responsabilidade, estabilidade, nexo causal e indenização depende da análise técnica, médica, previdenciária e jurídica do caso.
Quando emitir CAT
- Acidente típico: queda, corte, esmagamento, choque, queimadura ou outro evento ligado ao trabalho.
- Doença ocupacional: suspeita ou confirmação de doença relacionada à exposição ou organização do trabalho.
- Acidente de trajeto: avaliar conforme regra vigente e contexto do caso.
- Agravamento de lesão: quando o trabalho contribui para piora de condição relacionada à atividade.
Tipos de CAT: inicial, reabertura e óbito
- CAT inicial: usada na primeira comunicação do acidente, doença ocupacional ou ocorrência relacionada ao trabalho.
- CAT de reabertura: usada quando há agravamento, reinício de tratamento ou novo afastamento ligado ao mesmo caso.
- CAT de óbito: usada quando o acidente ou doença relacionada ao trabalho resulta em morte.
Qual o prazo para emitir CAT
A regra geral é emitir a CAT até o primeiro dia útil seguinte ao da ocorrência. Em caso de morte, a comunicação deve ser imediata.
Atrasar ou deixar de emitir pode gerar multa, fragilidade documental, aumento de conflito com o trabalhador e piora da defesa em eventual processo trabalhista ou previdenciário.
Passo a passo depois de um acidente de trabalho
- Prestar atendimento imediato ao trabalhador e acionar socorro quando necessário.
- Registrar data, horário, local, atividade, testemunhas e condição do ambiente.
- Avaliar se há obrigação de emitir CAT e respeitar o prazo legal.
- Separar PGR, PCMSO, ASO, treinamentos, ficha de EPI e procedimentos ligados à função.
- Investigar causa raiz e definir medidas corretivas para evitar repetição.
- Atualizar documentos de SST quando o acidente revelar risco não controlado.
Quem pode emitir CAT se a empresa não emitir
A empresa é a responsável principal pela emissão. Mas, se ela se omitir, a CAT pode ser registrada pelo próprio trabalhador, dependentes, sindicato, médico assistente ou autoridade pública.
Isso cria um risco adicional: quando terceiros emitem a CAT, a narrativa inicial do caso pode nascer sem a leitura técnica da empresa, sem investigação interna e sem documentos de SST organizados.
Documentos que a empresa deve organizar após o acidente
- Relato objetivo da ocorrência, com data, horário, local e envolvidos.
- Atendimento médico, exames, atestados e encaminhamentos relacionados.
- Investigação de causa imediata e causa raiz.
- Fotos, registros de máquina, escala, procedimento, treinamento e entrega de EPI.
- PGR, PCMSO, ASO e laudos relacionados à função do trabalhador.
- Medidas corretivas adotadas depois do evento.
CAT e estabilidade acidentária
A existência de CAT pode se conectar a afastamento previdenciário e discussão sobre estabilidade acidentária. Mas a estabilidade depende do conjunto do caso, especialmente reconhecimento do nexo e concessão de benefício acidentário quando aplicável.
Por isso, o ponto central para a empresa não é esconder a CAT. É investigar, documentar, corrigir risco, revisar PGR/PCMSO e manter prova técnica coerente.
Quando a CAT vira discussão trabalhista
A discussão trabalhista costuma surgir quando o trabalhador alega culpa da empresa, falta de EPI, ausência de treinamento, máquina sem proteção, ambiente inseguro ou doença causada pela atividade. A CAT é apenas uma peça desse quebra-cabeça.
A defesa fica mais forte quando a empresa demonstra prevenção anterior ao acidente e resposta posterior ao evento: documentos atualizados, investigação técnica, correção de falhas e acompanhamento médico adequado.
Como reduzir passivo depois de um acidente
- Atender o trabalhador e registrar a ocorrência com dados objetivos.
- Emitir CAT no prazo quando houver obrigação.
- Investigar causa imediata e causa raiz do acidente.
- Revisar PGR, treinamentos, EPI, EPC e procedimentos relacionados.
- Guardar evidência de medidas corretivas e comunicação interna.
Erros que aumentam o risco para a empresa
- Não emitir CAT por medo de “assumir culpa”.
- Emitir CAT sem investigar e sem organizar documentos técnicos.
- Tratar acidente como caso isolado, sem revisar PGR, EPI, treinamento e procedimento.
- Não registrar medida corretiva depois do evento.
- Deixar trabalhador, sindicato ou médico criarem a primeira narrativa sem participação técnica da empresa.
Como a SERMST apoia empresas após acidente
A SERMST ajuda a organizar a leitura técnica do acidente, revisar PGR, PCMSO, EPI, treinamentos e documentos de suporte, além de apoiar empresas e advogados em perícias trabalhistas envolvendo acidente, insalubridade, periculosidade ou doença ocupacional.
Perguntas frequentes
Emitir CAT significa assumir culpa?
Não. A CAT é comunicação obrigatória do evento. Responsabilidade e nexo dependem de análise técnica, médica, previdenciária e jurídica.
Qual o prazo da CAT?
Até o primeiro dia útil seguinte ao acidente. Em caso de morte, a comunicação deve ser imediata.
Doença ocupacional também exige CAT?
Sim, quando há suspeita ou confirmação de relação com o trabalho, a CAT pode ser necessária.
A empresa pode emitir CAT mesmo sem afastamento?
Sim. A obrigação de comunicar não depende apenas de afastamento longo. O caso concreto precisa ser avaliado.
CAT gera multa se for emitida fora do prazo?
Pode gerar autuação e fragilizar a defesa da empresa. O risco aumenta quando há atraso, omissão ou falta de investigação técnica.
Acidente sem lesão precisa de CAT?
Depende do caso. Quase acidente e incidente sem lesão devem ser investigados, mas a emissão de CAT exige avaliação do evento e de sua relação com acidente ou doença do trabalho.
A CAT substitui investigação interna?
Não. A CAT comunica o evento ao INSS. A investigação interna explica causa, responsabilidade operacional e medidas corretivas.
Como esse tema impacta a rotina da empresa?
O impacto normalmente aparece em previsibilidade operacional, clareza documental e segurança para tomar decisão sem improviso.
